sábado, 1 de outubro de 2011

O casal por Ana Paula

Há dez anos havia um garoto lindo que se chamava Rubis. Um dia na escola que ele estudava ele viu uma garota e mexeu com ela.
Ela muito impulsiva retribui, ela queria saber o seu nome e quem ele era, perguntou para todos da sua turma, todos o conheciam, menos ela, que nunca tinha reparado nele.

Após 24 horas, ela e toda sua família, se mudaram para casa dele, que estava para alugar na mesma hora a menina o reconheceu e o seu coração começou a disparar.
E ele ficou vermelho de vergonha! Ele a reconheceu, mais era muito tímido e nunca chegava nela, quando a via no recreio só falava “OI” e isso a irritava, porque ela também era muito tímida.

Até que um dia ela pediu o telefone dele para uma das suas amigas e eles marcaram um encontro e lá eles se beijaram e começaram a namorar. Três meses de namoro, e então, eles resolveram ir para a cama, pensavam que se amavam muito, mas depois de alguns dias, a garota descobriu que estava grávida e ele, infelizmente, já estava com outra.

A menina hoje cria o filho, sozinha, e se mudou da casa dele.

FIM

Ana Paula - Turma 903
.

Morte com Mistério por Nathália e Felipe

Na cidade de São Paulo,havia uma jovem chamada Gabriela Santos, de 16 anos, de pele branca,com boa aparência.Ela morava com seu namorado Rodolfo, um jogador de futebol.

Em uma quinta-feira 13 de agosto os dois tiveram uma discussão e Rodolfo saiu de casa para ir a um bar curtir com seus amigos para esquecer tudo aquilo.

Por volta das 19 horas Gabriela foi atrás de seu namorado Rodolfo.Chegando ao bar ela se deparou com seu namorado bebendo, foi quando ela começou a quebrar o carro dele e foi embora.

Rodolfo estava estressado com tudo aquilo e começaram a brigar por causa dele ter saído com os amigos e porque ela achava que estava sendo traída.

Por volta das 22 horas as câmeras do elevador do prédio onde moravam registraram o Rodolfo sujo de sangue e assustado.Depois chega a polícia, Gabriela teria supostamente sido jogada do 14º andar .

Hoje uma semana depois a família de Gabriela espera por respostas e suspeitam de Rodolfo.


FIM
Nathália e Felipe- Turma 903
.

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

O Carneirinho do Presépio José Faria Nunes



O menino observa as pessoas que saem e volta-se para o presépio. Examina-o com interesse. Na missa ouviu que o reino dos céus é das crianças.
Tempestade mental. Se é das crianças o céu e viver no céu é ser feliz, então a felicidade é das crianças.
Olha o presépio. O boi. O carneirinho. Os astrônomos que foram chamados reis — os reis magos. A estrela. Tudo bonito. Tudo. Enamora-se. Bem que queria um desses. O carneirinho. Só o carneirinho. O Menino Jesus, esse não. Tem que ficar no presépio. Presépio sem Menino Jesus não é presépio. O carneirinho, esse sim. Há outros no presépio. Não tivera Natal em casa. Nunca. Não conhece Papai Noel. “Será que Papai Noel me conhece? Sabe de minha existência?”
Na sua frente, o carneirinho cresce, apequena, atrai. Por que o padre falou que o céu é das crianças?
Não ganhou brinquedo e quer o carneirinho. Será pecado? O que é pecado? Para que pecado? Se é verdade que Deus ama a gente, por que ele deixou a cobra dar a maçã para Eva e Eva para Adão para depois todo mundo ter pecado?
Ele quer o carneirinho. Todos já se foram. Ninguém vê. O Cristo, crucificado, parece dormir de cansaço e de dor na cruz, na parede, lá atrás do altar. Parece não se importar com nada ali na igreja. Coitadinho de Cristo. Sofreu muito. Mas por que, se ele é Deus? Ou ele é apenas o Filho de Deus? Se é filho não é pai e se Deus é pai não é filho?!
Coitadinho de Cristo! O padre falou que Cristo sofreu para o perdão dos pecados. Não sei não. Acho que Cristo não sofreu por mim não. Papai Noel não me conhece. Será que Cristo me conhece?!
Esfrega as mãos, nervoso. A decisão. Ergue o braço, mas o gesto fica suspenso no ar com a chegada do vigário que vem fechar a igreja. Para disfarçar a intenção, limpa com o dedinho o espelho que forma o lago nas proximidades da gruta de Belém. Por que presépio em forma de gruta? Cristo nasceu não foi num ranchinho, na estrebaria, casa de animais?
— O Sinhore vai fechá a igreja? — Pergunta ao padre que fecha a primeira porta.
— Estou fechando — Responde o padre, em seu sotaque de estrangeiro, não com aquele carinho com que falou na missa da meia-noite.
— O presepe tá bunito, né? — insiste o menino, tentando coragem para pedir o carneirinho.
— Você acha? — o padre fala indiferente e o menino entende que o vigário não está interessado naquele diálogo, quase monólogo.
— Acho — termina o menino, desconcertado, infeliz. Percebe que de nada adiantará insistir. Não vai ganhar o presente.
Absorto nos sonhos, fica a olhar o presépio sem nada ver.
“Como eu queria um carneirinho desse!”
E o vigário o acorda para a realidade:
— Vamos embora, dormir?
— Vamo.
Volta-se e ainda dirige um último olhar para o carneirinho do presépio, um ente querido que talvez jamais voltará a ver. O padre fecha a última porta e se vai.
O menino, agora com medo, corre debaixo da madrugada em direção ao aconchego que o espera debaixo da ponte, onde se juntará aos pais e aos cinco irmãos menores. Dormem. Não veem a fome, não sentem nenhum desejo. Enquanto dormem, os sentidos nada reclamam. Ele sonha com o presente de Natal que não ganhou: o carneirinho do presépio.

(José Faria Nunes. “O carneirinho do presépio.” em O conto brasileiro hoje. São Paulo: RG Editores, 2005. p.67-8)

Fonte da fotografia: http://singrandohorizontes.wordpress.com/2011/06/18/jose-faria-nunes-o-carneirinho-do-presepio/
.
Este belíssimo conto sensibilizou a todos!
.

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Thaís Pessanha Felix - Melhores Crônicas - Projetos de Leitura.




C.E. 10 de Maio e as Melhores Crônicas - Projetos de Leitura.
Thaís - Turma - 902

Esta notícia deixou a turminha toda muito feliz!!!!!!!!

Crônica de Thaís Pessanha Felix,é selecionada e fará parte do livro "As Melhores Crônicas dos Projetos de Leitura" - Volume 3, que será lançado na 4ª Expo Literária de Sorocaba, em 20 de outubro de 2011.

Escolhidos os textos, a obra, que já está com a capa criada, passou por revisão e está em fase de diagramação. Veja os nomes dos alunos que tiveram os seus textos selecionados e entre eles, destacamos Thaís Pessanha Felix, aluna da professora Elizabeth Vitória Rezende - Colégio Estadual 10 de Maio - Itaperuna- RJ. Parabéns a todos! Ler é Bom, muito Bom!!!

Aluno e Professor
Amanda de Camargo dos Santos
Simone Loner
Ana Kathleen da Silva
Maria da Penha C. Mendonça
Brenda Karla de Campos
Gilvânia Rita Alves Moreira
Bruno Eduardo da Silva
Lizete Maria Pergher Delacosta
Daniela dos Reis Oliveira
Deuslene B. P. de Deus
Gabriela Gomes Dalessi
Gisele S. S. Rodrigues
Jacqueline Castro de Azevedo
Patrícia Daniela Martins Ramos
Jaqueline Alves de Assis
Patrícia de Souza
Jeferson Camilo Assunção
Tânia Maria Mandial Rosa
Karine Alice da Silva
Claudiana Maria da S. Lima
Leonardo Cassiano Lustosa Marques
Celina da Costa Santos Freitas
Loyes Lenne Dias da Silva
Maria José Ferreira Leite
Lucas Farias de Mesquita
Viviane Coser M. Rodrigues
Manuelina Reis e Silva
Andréia Pereira Flores
Miriã Almeida Soares Vieira
Adriana E. Gabriel
Rafaela Lima Nascimento
Joslaine Dias de Carvalho Sançon
Rafaela Matos Rodrigues de Araújo
Luzilene de Pina Bandeira Soares
Riqueli Maria Pereira da Silva
Josimara Deamatis
Sandro Eurico Nunes dos Santos
Marilza de L. Thomazini Stinguel
Tauany Louveira Marim
Juliane Carnoski Berlato
Thaís Pessanha Felix
Elizabeth Vitória Rezende

Thalia Marques da Costa
Marlete dos Reis Asperti
Thayná de Paula Pereira
Rosângela Meira Oliveira
Victória Tamasia Maes
Aline Rodrigues Rothenburg
Vitor Araújo Silva
Deusilene Vasconcelos Pereira
Vitória Assis Rejano
Rosamaria Ramos

link:
http://ecoarte.entregadordecampanhas.net/registra_clique.php?id=H%7c182076%7c61936%7c12466&url=http://www.projetosdeleitura.com.br/blog/


.

Duas Irmãs - Conto Africano -

Há muito tempo, duas irmãs, Omelumma e Omeluka, adoravam brincar ao ar livre, rir e correr para todo lado. Certo dia, seus pais saíram para a feira que era um pouco longe de casa, e recomendaram: - Cuidado com os animais da terra e do mar, porque muitas pessoas já foram levadas pelos monstros. Fiquem dentro de casa e não façam muito barulho. Quando fizerem comida, acendam um fogo pequeno, para que a fumaça não atraia os animais. E, quando secarem os grãos, façam em silêncio, para que os monstros não ouçam.

Porém, disse o pai, o mais importante, é que não saiam para brincar com outras crianças. Fiquem dentro de casa. As duas concordaram com tudo. Acenaram em despedida quando os pais se afastaram.

Ficaram dentro de casa a manhã inteira, mas conforme as horas iam passando, aumentava a sensação de fome. Então, começaram a socar os grãos para fazer uma papa, e aquilo virou logo uma brincadeira. Elas riam e faziam muito barulho. Aí acenderam um grande fogo para que a comida ficasse pronta mais depressa, esquecendo-se da advertência dos pais.
Após comer até se fartar, as duas viram os amigos brincando no campo e foram correndo brincar com eles.

Enquanto brincavam, um rugido imenso saiu de dentro da mata e outro veio do mar, aparecendo muitos monstros que cercaram as crianças.

Aterrorizadas, as duas correram, mas foram separadas. Os monstros do mar carregaram Omelumma e os da terra Omeluka.
As duas pensaram, - se tivéssemos ouvido nossos pais. Agora seremos devoradas pelos monstros. Porém, eles não as devoraram, mas as venderam como escravas em lugares muito distantes de sua terra.

Omelumma foi escolhida por um homem, que comprou-a e casou-se com ela.
Omeluka, mais jovem, não teve a mesma sorte. Foi escolhida por um homem cruel, que a comprou, mas a fez de escrava, dando-lhe muitas tarefas dia e noite. Passado um tempo ele vendeu-a para um outro homem ainda pior do que ele que a maltratava ainda mais. Assim, passaram-se muitos anos.

Enquanto isso, Omelumma vivia confortavelmente com o marido e deu à luz seu primeiro filho, um menino. O marido foi ao mercado para encontrar uma escrava que pudesse ajudá-la nas tarefas com o bebê e a irmã, Omeluka, estava lá, para ser vendida.Assim, ele trouxe Omeluka para ser escrava da irmã, mas ela estava muito mudada, devido aos maus tratos que sofrera e Omelumma não reconheceu-a.

Todas as manhãs, Omelumma ia para o mercado e entregava o bebê aos cuidados da irmã, deixando também, muitas tarefas para serem realizadas.
Omeluka se desdobrava, mas era muito serviço. Quando ia buscar água ou
lenha, o bebê ficava em casa, todavia seu choro a trazia rapidamente de volta, e assim não trazia a lenha suficiente. A irmã quando chegava a surrava por não ter cumprido suas ordens, mas se ela deixava o bebê chorando, os vizinhos contavam e ela apanhava do mesmo jeito. Ela tentou levar o bebê quando ia pegar lenha, mas não deu certo, porque não conseguia fazer o serviço com ele no colo.

Certa tarde, o bebê só interrompeu o choro, quando ela o colocou no colo e o embalou suavemente. Uma vizinha aproximou-se perguntando por que ela não fazia suas tarefas. Ela ficou com medo de ser denunciada e voltou ao trabalho. Mas o bebê começou a chorar e ela não teve saída senão se sentar e começar a embalá-lo de novo. Não sabendo mais o que fazer, finalmente entoou uma canção:

Shsh, shsh, bebezinho, não chore mais
Nossa mãe nos disse para não fazer fogo grande,
Mas nós fizemos
Nossa mãe nos disse para não fazer barulho,
Mas nós fizemos.
Nosso pai nos disse para não brincar lá fora,
Mas nós brincamos.
Então os monstros do mato e do mar nos levaram embora,
Para muito longe, muito longe!
E onde pode a minha irmã estar?
Muito longe, muito longe!
Shsh, shsh, bebezinho não chore mais.

Uma velha que ouviu aquela cantiga, lembrou-se da história que Omelumma lhe contara, há muito tempo, sobre terem sido levadas pelos monstros do mar e da terra. Ela percebeu que a escrava devia ser a irmã de Omelumma, há tanto tempo sumida. Correu até o mercado para contar a novidade à Omelumma.

No dia seguinte, ela deu várias tarefas à irmã e em seguida saiu, para o mercado. Mas voltou em segredo e viu como a irmã corria de um lado para o outro tentando impedir o bebê de chorar enquanto fazia seu serviço. Finalmente a irmã sentou-se e começou a cantar a canção que a velha escutara.

Assim que Omelumma ouviu a canção, reconheceu que era sua irmã e, chorando de dor e remorso, chegou perto dela para pedir perdão.

As duas se abraçaram e choraram juntas. Em seguida Omelumma libertou a irmã, jurou nunca mais maltratar nenhum servo e quando o marido chegou também ficou muito feliz ao saber da novidade. Viveram depois disso, muito felizes.

Comentário:



Moral da história: nunca desobedeça seus pais, pois eles sempre estão com a razão.
Claudene Martins Genovez - 902

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Um amor não verdadeiro por Ingridy e Cássia

No dia 12 de junho de 2010, um amor nasceu. Era dia dos namorados, e Kamila foi ao parque que fica perto de sua casa. Então, ela conheceu um garoto que se chama Tales, que olhou para Kamila e se encantou, e pediu para ficar com ela. A menina não o queria no começo, mas como todas as suas amigas estavam insistindo ela ficou com ele, e naquele mesmo dia ele se apaixonou por ela.

Passaram alguns dias, ele começou a ir à igreja, que a jovem frequentava, e a pediu em namoro, mas ela não queria e inventou um monte de mentiras para Tales. Logo, ele descobriu as mentiras de Kamila e ficou revoltado com a jovem.

Ele então a sequestrou, e levou-a para um porão que havia embaixo de sua casa, e dizia: Se você não ficar comigo não vai ficar com mais ninguém .Kamila começou a discutir com Tales, falando que ele não tinha o direito de trancá-la.De repente, ele pegou uma faca que estava escondida e enfiou no próprio pescoço.

A menina se desesperou, começou a gritar, a mãe de Tales ouviu e foi ver o que estava acontecendo no porão. Chegando lá, viu seu filho caído no chão e sangrando,muito, rapidamente ligou para seu marido e ele levou o filho para o hospital.Os médicos operaram Tales , e ele sobreviveu. Kamila foi visitá-lo, e disse que estava muito arrependida.

Passaram alguns meses e eles começaram a namorar de verdade. Namoraram por dez meses, até que uma antiga namorada de Tales voltou a morar na cidade, e o sentimento que ele sentia por Kamila desapareceu. Tales terminou com a Kamila , e voltou para sua ex-namorada.

Muitas das vezes as pessoas confundem paixão com amor; não se deixem levar por qualquer coisa, por um impulso, porque atos impensados podem machucar pessoas.


Autoras: Ingridy Vieira e Cássia

Turma: 903

( Criando contos em duplas...)
.

quinta-feira, 15 de setembro de 2011

A menina que não falava - Um Conto Africano

Certo dia, um rapaz viu uma rapariga muito bonita e apaixonou-se por ela. Como se queria casar com ela, no outro dia, foi ter com os pais da rapariga para tratar do assunto.

- Essa nossa filha não fala. Caso consigas fazê-la falar, podes casar com ela, responderam os pais da rapariga.

O rapaz aproximou-se da menina e começou a fazer-lhe várias perguntas, a contar coisas engraçadas, bem como a insultá-la, mas a miúda não chegou a rir e não pronunciou uma só palavra. O rapaz desistiu e foi-se embora.

Após este rapaz, seguiram-se outros pretendentes, alguns com muita fortuna mas, ninguém conseguiu fazê-la falar.

O último pretendente era um rapaz sujo, pobre e insignificante. Apareceu junto dos pais da rapariga dizendo que queria casar com ela, ao que os pais responderam:

- Se já várias pessoas apresentáveis e com muito dinheiro não conseguiram fazê-la falar, tu é que vais conseguir? Nem penses nisso!

O rapaz insistiu e pediu que o deixassem tentar a sorte. Por fim, os pais acederam.

O rapaz pediu à rapariga para irem à sua machamba, para esta o ajudar a sachar. A machamba estava carregada de muito milho e amendoim e o rapaz começou a sachá-los.

Depois de muito trabalho, a menina ao ver que o rapaz estava a acabar com os seus produtos, perguntou-lhe:

- O que estás a fazer?

O rapaz começou a rir e, por fim, disse para regressarem a casa para junto dos pais dela e acabarem de uma vez com a questão.
Quando aí chegaram, o rapaz contou o que se tinha passado na machamba. A questão foi discutida pelos anciãos da aldeia e organizou-se um grande casamento.

Conto tradicional de Moçambique
Enviado pelo aluno Lucas Vieira - Turma 903

Nota: Solicitei aos alunos do nono ano que pesquisassem diferentes contos e
os enviassem para serem compartilhados neste nosso espaço online.
.